domingo, março 02, 2008

Como estão nossos projetos?
Parte II

Olá, pessoal!

Sugiro que todos leiam no BLOG do Paulo Vasconcellos os comentários que ele fez sobre o estudo Estudo de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos Brasil 2007. Seu texto complementa muito bem o que colocamos no texto anterior.

Um dos pontos que ele cita é a questão do alinhamento estratégico dos projetos. O estudo mostra que o alinhamento dos projetos à estratégia da organização é algo que deve ser melhorado (e muito!):

"(...)18% das empresas pesquisadas dizem ter seus projetos "sempre alinhados ao planejamento estratégico da organização". Outras 48% juram que "quase sempre" se alinham - mas têm "genuína preocupação" com isso. Deu 66%, certo?" (trecho extraído do BLOG do Paulo Vasconcellos)

O fato é que a estratégia, por si só, é um "problema" dentro de muitas empresas. Desconheço um estudo que mostre como ela é tratada, mas observo que em algumas organizações a estratégia é "chutar a bola e sair correndo".

Ou seja, como os projetos podem ser alinhados com uma estratégia que não existe (ou só consta no papel)? Pois é... É em ambientes como esse que a gente observa uma série de iniciativas e projetos totalmente sem propósito, mas este é um outro assunto.

Os comentários deixados no post também foram muito interessantes! Mas quero destacar o comentário da Tânia Leal, onde ela fala sobre a importância das pessoas no sucesso dos projetos:

"O que é mais importante em tudo isto, é ver o quanto profissionais como você e outros no ercado estão envolvidos nos projetos de melhores práticas de Gestão. Isto é sadio e importante ara a mudança futura que você propos e seus colegas concordaram. O que ainda tenho insistido com alunos e pessoas que trabalham comigo, é que independente do método, tudo é executado or pessoas, e pessoas são 80% do resultado de um projeto, então, qualquer que seja a metodologia tilizada, nunca devemos esquecer a razão do sucesso da aplicabilidade dos métodos: as PESSOAS (que fazem e os clientes). Com a mente aberta, com certeza os profissionais podem assimilar o que há de melhor nos vários métodos, sem ficar "engessado" em uma única forma de condução. (...)"

Com certeza, o fator humano é o item mais importante para o sucesso de qualquer projeto! Processos e tecnologia devem atuar como ferramentas para ampliar o potencial de cada um.

Muito obrigado.

Um abraço,
Alessandro.

chutar a bola e sair correndo: Frase utilizada pelo meu colega Wlamir Lázaro.

domingo, fevereiro 17, 2008

Pessoal,

Boa tarde!

No dia 15 de março (sábado), das 13:00 ás 16:00, acontecerá a 2º edição do workshop "Conhecendo o CMMI". A 1º edição do evento aconteceu no dia 15 de setembro e tivemos 14 participantes, mais informações (além da apresentação) estão disponíveis para download aqui.

Estou fazendo algumas alterações na apresentação, com base nos feedbacks dos participantes do primeiro evento, mas o objetivo continua o mesmo:

Apresentar de uma forma prática e divertida o modelo CMMI, seus benefícios e alguns cases. Além disso, também vamos questionar alguns mitos e compartilhar alguns "axiomas".

O evento custa R$ 15,00 e será realizado no Centro Universitário FIEO (Osasco, SP). As inscrições devem ser feitas no site da faculdade:

http://www.unifieo.br/extensao/

Por favor, divulguem o evento entre seus amigos e colegas!

Muito obrigado!

Um abraço,
Alessandro.

OBS.: Por favor, entrem em contato comigo caso enfrentem dificuldades no processo de inscrição.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Como estão nossos projetos?

Olá, pessoal!

No início de janeiro os capítulos brasileiros do PMI (Project Management Institute) publicaram o Estudo de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos Brasil 2007, ele está disponível para download no endereço http://www.pmi.org.br/ (clique na opção Benchmarking GP). Os resultados foram disponibilizados em três arquivos:

  • Relatorio Final - Estudo de Benchmarking em GP 2007 - Versao Final - Perspectiva Geral.pdf;
  • Relatorio Final - Estudo de Benchmarking em GP 2007 - Versao Final - Anexo 1 - Perspectiva por Setor.pdf;
  • Relatorio Final - Estudo de Benchmarking em GP 2007 - Versao Final - Anexo 2 - Perspectiva por Porte de Projeto.pdf.

O primeiro arquivo considera todas as organizações, sendo que os anexos 1 e 2 são agrupamentos por setor e porte de projeto, respectivamente.

Apesar da aparente melhora - em alguns pontos - com relação a 2006, os resultados geram preocupação:

  • 60% das organizações apresentam algum tipo de resistência ao gerenciamento de projeto(página 33*);
  • Somente 6% das organizações sempre percebem o alcance dos objetivos de negócio através do gerenciamento de projetos (página 108*);
  • 78% das organizações costumam ter problemas no cumprimento dos prazos (página 109*);
  • 64% das organizações costumam ter problemas no cumprimento dos custos (página 110*);
  • Somente 29% das organizações não apresentam desvio relevante no orçamento dos seus projetos (página 113*).

* - Relatorio Final - Estudo de Benchmarking em GP 2007 - Versao Final - Perspectiva Geral.pdf

Ainda no mês de janeiro, a TI Inside, B2B Magazine e ComputerWorld (além de outros sites) falaram sobre o resultado de uma pesquisa publicada pela TCS (Tata Consultancy Services). Segundo a pesquisa, 1 em cada 3 projetos de TI não atinge as expectativas dos contratantes. Os problemas mais comuns que foram levantados são:

  • Entrega fora do prazo: 62%;
  • Problemas no orçamento: 49%;
  • Manutenção e custo acima da expectativa: 47%.

O Brasil não fez parte do estudo solicitado pela TCS, mesmo assim, a conclusão não é diferente da que temos ao observar a pesquisa publicada pelos capítulos brasileiros do PMI: É preciso fazer algo!

O cliente quer o furo, não a furadeira!

Mesmo considerando o cenário apresentado pelas pesquisas, é interessante observar em boa parte dos fóruns que participo que algumas discussões são focadas em mostrar o quanto o modelo X é melhor que a metodologia Y, ou então o quanto o BoK (Body of Knowledge) XPTO é ruim se comparado com as práticas OTPX - tudo bem que muitas vezes o pessoal tenta comparar mexerica com melão. Um exemplo das grandes "guerras" que surgem de vez em quando é o debate "CMMI x Agile".

Acredito que as comparações são saudáveis, mas elas precisam ser feitas de uma forma diferente. Seria muito legal se o foco fosse "Até que ponto vale a pena utilizar a metodologia X?", ou então "Para quais tipos de projetos posso aplicar as práticas Y?".

Seria ótimo se as discussões fossem consolidadas ao ponto de concordarmos em um diagnóstico padrão para saber qual metodologia ou conjunto de práticas adotar em determinados tipos de projetos ou organizações.

Precisamos parar de chegar no cliente com o remédio pronto, sem ter o diagnóstico na mão. Precisamos deixar de lado o idealismo e vender soluções, afinal de contas, como diria o saudoso Theodore Levitt, "People don’t want to buy a quarter-inch drill. They want a quarter-inch hole!".

Conclusão

Acredito que a solução ideal muitas vezes é composta pela mistura de uma série de práticas e / ou metodologias. Por isso, precisamos ser "hereges" e deixar de lado o idealismo, dessa forma, os resultados das próximas pesquisas com nossos clientes podem ser mais animadores.

O que vocês acham?

Muito obrigado!

Um abraço,
Alessandro.

domingo, novembro 25, 2007

O que você busca?

Quais são as iniciativas da sua empresa para que os funcionários realmente "vistam" a camisa da organização? O que você, como gerente ou coordenador, faz para que sua equipe dê o melhor de si no dia a dia?

Pois é... Talvez a resposta não seja tão óbvia, né?

Você pode ser motivado pela remuneração diferenciada, talvez busque reconhecimento, ou até mesmo se identifique com a missão da empresa. O fato é que cada pessoa vai responder de uma forma diferente a pergunta no título deste post.

Além de salário e condições de trabalho decentes, que são itens básicos, é fundamental entender o que cada pessoa busca, o que a motiva. Somente desta forma você e sua empresa vão conseguir, de uma forma sustentável, obter o máximo de cada colaborador. Fica registrada a dica e lição de casa. ;-)

Agradeço a visita e comentários de todos!

Um abraço,
Alessandro.

O que você busca? Esse questionamento é feito por Don Moyer, na seção Painel da revista Harvard Business Review (agosto de 2007), inclusive, a figura foi extraída de lá. Como dica para quem não sabe como descobrir o que seus funcionários buscam, ele sugere a leitura do livro "A única coisa que você precisa saber", de Marcus Buckingham. Pretendo compartilhar minhas impressões, após ler o livro.

sábado, setembro 22, 2007

Workshop - Conhecendo o CMMI

Olá, pessoal!

No último sábado (15/09) realizamos um Workshop no Centro Universitário FIEO (UNIFIEO) onde o tema foi "Conhecendo o CMMI".

Estruturei o Workshop buscando atingir os seguintes objetivos:

  • Apresentar de uma forma prática e divertida o modelo CMMI, seus benefícios e alguns cases;
  • Questionar alguns “mitos”;
  • Compartilhar alguns “axiomas”.

Tivemos 14 participantes, boa parte alunos do UNIFIEO, alguns já trabalham na área de desenvolvimento ou análise de sistemas; também tivemos a presença de dois professores da instituição.

O público misto permitiu discussões bem interessantes, um dos pontos altos foi a discussão que tivemos sobre Gerência de Requisitos, os colegas compartilharam dificuldades e propostas de solução. Outra questão discutida foi a situação atual da maioria das empresas desenvolvedoras de software, onde o caos predomina e as coisas "simplesmente acontecem".

Esse evento marcou o início de um novo momento na minha carreira, até o ano passado minhas apresentações eram focadas em tecnologia Microsoft. Já faz algum tempo que eu desejava compartilhar os aprendizados que tenho adquirido após quase três anos trabalhando com CMMI, Gestão de Processos, Qualidade de Software, etc.

Neste primeiro Workshop pude coletar várias oportunidades de melhoria, elas serão refletidas na próxima turma (se Deus quiser teremos uma nova turma em breve). Segue resultado da tabulação das avaliações:


Agora, algumas fotos tiradas pelo meu amigo Carlos Cardoso:


Slide Inicial


Participantes


Exercício que fizemos para ajudar a empresa do Jack Bauer =)


Agradeço pela participação dos colegas e amigos e também por terem proporcionado um ambiente com ótima troca de conhecimento. A apresentação está disponível na área de downloads do Buteco.

Aguardo todos no próximo evento! ;-)

Fiquem a vontade para deixar seus comentários.

Muito obrigado.

Um abraço,
Alessandro.

[Observação] Aos colegas que visitam o Buteco mas que nunca ouviram falar de CMMI: Pretendo publicar, em breve, um artigo explicando o modelo. Por enquanto, fiquem a vontade para navegar pela apresentação utilizada no Workshop. Podem postar suas dúvidas nos comentários ou por e-mail.

domingo, junho 24, 2007

Nova seção do Buteco!

Pessoal, hoje estreiamos a seção de Downloads do Bate Papo de Buteco! O primeiro arquivo disponível é uma apresentação com o resumo do livro A Estratégia do Oceano Azul.

A apresentação é resultado de uma palestra que apresentei para a diretoria da minha empresa. Fiquem a vontade para utilizá-la! Só peço que a fonte seja citada.

Observem que ela está na versão 1.0, conto com os comentários e sugestões de vocês para disponibilizar novas versões.

Divirtam-se!

Muito obrigado!

Um abraço,
Alessandro.

A Síndrome de Skinner

Olá pessoal!

Acredito que muitos de vocês já devem ter ouvido falar de Burrhus Frederic Skinner. Ele foi um famoso psicólogo americano que divulgou uma série de estudos sobre o comportamento humano.

Ele também criou a Caixa de Skinner, um experimento bem interessante onde analisava o comportamento de ratos e pombos. Segue uma explicação simplista:

Um pombo era colocado em uma caixa que possuía um mecanismo de alimentação; a alimentação era fornecida somente quando o pombo acionasse corretamente o dispositivo. É nesse ponto que está o "grande barato" do experimento: Obviamente o pombo não sabe que basta apertar em um determinado local para receber a comida, então ele acaba associando o recebimento do alimento a algum movimento que ele estava fazendo no momento. Por isso era possível observar pombos que faziam a verdadeira "dança da comida", levantavam a asa, giravam de um lado para o outro e por aí vai.

Tá, mas onde entra a tal "Síndrome de Skinner"? Bom... É aqui que começa a polêmica...

Faço uma associação ao experimento dos pombos na Caixa de Skinner quando observo alguns livros de auto-ajuda: Alguém que se deu bem fazendo algo de determinada forma e que deseja repassar isso para outras pessoas.

Sim, concordo que é legal compartilhar as experiências, mas acredito que a forma como isso é transmitido ou recebido muitas vezes pode limitar quem lê. Já observei pessoas que só faltaram montar um check-list para poder seguir à risca as dicas fornecidas em publicações desse tipo.

Minha sugestão não é que os livros de auto-ajuda sejam queimados, mas sim que todos que escrevem, divulgam e, principalmente, que lêem, façam isso com muito cuidado. Sabe aquele livro que deseja te ensinar como influenciar e ter poder sobre as pessoas? E aquela revista que coloca uma matéria na capa mostrando como é simples juntar 1 milhão de reais em sei lá quantos anos (eu assino essa revista)? Pois é... Leia e divulgue com cautela esse material, sempre questionando o que o autor deseja dizer.

Mas a Síndrome de Skinner não pára nos livros de auto-ajuda, isso se aplica também àqueles que acreditam cegamente em alguns grandes (ou não tão grandes) gurus da administração, consultores e afins. Aqui a coisa pode ser um pouco mais séria, pois acaba envolvendo um número maior de pessoas. Já viu aquela empresa que se deu mal por ter seguido um determinado caminho? Pois é... Quem estava a frente dela pode ser uma pessoa (ou grupo de pessoas) que sofria da síndrome.

Então qual será o remédio para a Síndrome de Skinner? É simples... Basta voltar a ser criança!

Ops... Deixe-me explicar antes que digam que estou doido (se já não estiverem dizendo =))...

Quem já observou ou conversou com crianças deve ter percebido o quanto elas são questionadoras; é "por que?" para quase tudo. Todos fomos assim um dia, mas perdemos um pouco esse "senso questionador" com o passar do tempo. Acredito que ele é necessário e fundamental para não cairmos na síndrome.

Conclusão

Questione a "receita de bolo para o sucesso" que existe no best-seller internacional e não aceite tudo que o palestrante, escritor ou consultor lhe disser, por mais que o cara tenha uma retórica perfeita (desconfie mais desses). Seja como uma criança e sempre pergunte "Por que?", com certeza os resultados serão melhores.

Sei que não sou um escritor, mas que tal começar questionando esse texto? =) Podemos continuar discutindo esse assunto, se desejarem.

Comentários Finais

Mais uma vez quero agradecer a todos vocês, caros leitores, pelas visitas e comentários deixados no Buteco, pessoalmente ou por e-mail! Eles são os motivadores para a existência deste espaço. Continuo contando com o apoio de todos!

Um grande abraço!
Alessandro.

Observação Importante: Pesquisei no Google o termo "Síndrome de Skinner" e não tive nenhum retorno. Caso o termo já seja utilizado e registrado, por favor me informem.

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